Lady D'Arbanville

"On joue le vrai jeu... Quand on n'a plus rien à perdre."

10.9.06

O Resto é Silêncio

We starve
Look at one another
Short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation
Of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes

Somewhere
Inside something there is a rush of
Greatness
Who knows what stands in front of
Our lives
I fashion my future on films in space
Silence
Tells me secretly
Everything
Everything

Manchester England England
Manchester England England
Eyes look your last
Across the Atlantic Sea
Arms take your last embrace
And I'm a genius genius
And lips oh you the doors of breath
I believe in God
Seal with a righteous kiss
And I believe that God believes in Claude
Seal with a righteous kiss
That's me, that's me, that's me
The rest is silence
The rest is silence
The rest is silence


Singing
Our space songs on a spider web sitar
Life is around you and in you
Answer for Timothy Leary, dearie

Let the sunshine
Let the sunshine in
The sunshine in
Let the sunshine
Let the sunshine in
The sunshine in
Let the sunshine
Let the sunshine in
The sun shine in...

("The Flesh Failures", do musical "Hair").

E por aqui eu fico.
Às vezes é bom começar com outro caderno.

6.9.06

Às vezes

Às vezes uma canção (ou uma imagem ou um texto - cada um com o veneno que lhe agrada) parece habitar no espaço entre a carne e a pele, ressoando no silêncio que precede o sono cansado - e por lá permanece. Como um fantasma, ela te persegue pelas ruas até onde não deveria chegar, até onde a influência não deveria existir.

E não existe o que possa exorcisar essa presença, não há poder no mundo que possa fazer com que a pessoa retorne ao que era. Como o feitiço de Viviane para aprisionar Merlin, quando se entra nesse círculo não se sai nunca mais.

E exatamente como o feitiço de Viviane, você entra de livre e espontânea vontade, sabendo que vai ser aprisionado e ainda assim feliz por cometer tal loucura - cada vez que coloca os fones de ouvido e aperta o play do aparelho pela enésima vez.

5.9.06

Um poesia sem conseqüências

Todo mundo quer alguma coisa
O que é que você quer?

Que a dor pare, que o medo passe
que o salário aumente, que o clima esquente
que a sogra suma, que o filho durma
que ele te esqueça, que a vida aconteça

Paz no mundo ou só entre seus amigos
trocar o emprego ou pelo menos de vizinhos
Tocar guitarra direito, ir pro estrangeiro
fazer algo decente, começar a virar gente

Uma bolsa, uma jóia, um colar
três quilos a menos e ele vai me notar
fazer o que quer e não se arrepender
e finalmente mandar o patrão...

(é, mais ou menos por aí!)

Um amor de novela, uma vida mais bela
um carro, um par de sapatos, um gato
uma casa, uma lancha, uma esperança
ganhar um prêmio, ser laureado gênio

Todo mundo quer algo da vida
não é crime procurar uma razão para viver
então não é crime se eu então disser
que tudo que eu quero da vida é você.